segunda-feira, 7 de julho de 2008


Descrição feita por Marco Romer em 2002:

Jaqueline tem um metro e setenta e poucos, nunca parei para medir, já que ela é mais alta que eu nem faço questão de saber. O peso dela eu poderia até dizer mas não sem ela me matar de forma violenta então prefiro evitar.

Eu a chamo de "Jaque" embora saiba que ela prefere "Nine" e não faço isso para irritá-la apesar d´eu ter certeza que ela acha isso. Jaqueline já teve cabelo de todas as cores conhecidas pelo homem, eu presenciei apenas umas 10 tonalidades diferentes e, infelizmente, nunca conheci a cor original porque ela não deixa o cabelo crescer.

Mas a primeira coisa que me chamou atenção nessa pessoa foram os olhos e até hoje ainda é. São lindos demais e não só pela cor, "cor de burro quando foge" como ela mesmo diz, e nem pelo formato, que ela insiste em depreciar, mas especialmente pela transparência. Os olhos de Jaqueline não mentem, não importa o quanto ela insista em tentar. São olhos que me acostumei a ver cheio de lágrimas sem nunca deixar de me sentir morrer um pouco a cada vez.

Jaqueline ainda não se decidiu, não sabe se é menina ou se é mulher. Seus sonhos misturam fábulas com planos concretos, confundindo a realidade com o imaginário, Jaqueline é atriz de milhões de papéis de novelas que ela mesmo inventa, só que se esquece de terminá-las. Insiste, todo o tempo, em mudar o que é de fato, mas só muda no ato, nunca o tempo inteiro. E todos os erros que comete de novo e de novo e de novo fazem seus olhos brilharem ainda mais forte, sempre mais forte, mesmo por detrás dos cristais de lágrima.

Jaqueline é dona de um sorriso fatal, destruidor de "nãos", conquistador de inúmeros corações, mal sabe ela o quanto da minha dor ela já destruiu com apenas um leve sorriso. Ao mesmo tempo em que me tira do sério com uma facilidade imensa, consegue me fazer parar de chorar apenas com sua presença mesmo que distante, brigamos muito mais vezes do que sou capaz de me lembrar mas logo depois das primeiras percebi que jamais precisaríamos fazer as pazes.

Jaqueline é a amiga que me dá mais trabalho e também mais alegrias. Me surpreendo o tempo todo mas sempre estou me lembrando que com Jaqueline tudo se espera.

E eu, que tento descrevê-la agora, só escrevo sobre o que sei, e só sei sobre o que sinto, e só sinto o que ela me passa e, desde o primeiro momento em que a vi, só o que ela passa é amor.

Essa é a minha amiga. Sejam bem vindos à vida dela. Acreditem, assim como para mim, para vocês já não há volta.

2 comentários:

Carlos Martins disse...

Tah aí um resumo dessa peça rara que digamos, eu conheço há um tempinho e parece um tempão, hehehe.

Pede pra sair Zero-meia-um!!!

Saí nãoooooooo!!!

Beijão!

Cecilia disse...

O Marco é meu ídolo e ponto final!
Ah, vc também né??? hehehhe

Vamos lá, um novo começo. Que venham histórias lindas...

Bjos sinhá linda